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O Assobio da MatintaParte 4 de 9 · 1 min

Jose Eduardo Lima Costa

O Assobio da Matinta

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Capítulo 4 – A Resposta da Mata

126 palavras · 1 min de leitura

Antes que eu negasse, do fundo da mata veio a resposta.

Um assobio. Longo. Arrastado. A mesma nota que eu fiz, mas esticada como elĂĄstico, distorcida, como se saĂ­sse de uma garganta Ășmida e antiga. NĂŁo era humana. Vinha da direção do igarapĂ©, onde ninguĂ©m mora. E a cada segundo, o som ficava mais nĂ­tido. Mais perto. Como se estivesse caminhando na nossa direção

Minha mĂŁe acendeu a lamparina com a mĂŁo trĂȘmula. A luz amarelada mal alcançava a porta

— NinguĂ©m fala nada — ela sussurrou, e puxou meus irmĂŁos pra perto dela

EntĂŁo vieram as batidas. TrĂȘs pancadas secas, firmes, no centro da porta de madeira.

Tum.

Tum.

Tum.

Não era batida de visita. Era batida de quem sabe que tem alguém do lado de dentro.