O Sétimo Filho da NoiteParte 11 de 11 · 1 min

Camila Soares Almeida

O Sétimo Filho da Noite

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EPÍLOGO

153 palavras · 1 min de leitura

Naquela mesma noite, sob o olhar atento de uma lua que começava a minguar no céu escuro, Bento arrumou seus poucos pertences em uma velha bolsa de lona. Ele abraçou sua mãe em um adeus doloroso e silencioso, sabendo que talvez nunca mais pisaria no solo de Riacho Escuro. Ele caminhou em direção às montanhas distantes, onde a civilização não podia alcançá-lo e onde a fera poderia correr livre sem derramar o sangue de inocentes.

A lenda do lobisomem de Riacho Escuro tornou-se apenas uma história contada pelos velhos ao redor da fogueira para assustar as crianças. Mas nas noites mais claras de inverno, quem prestasse bastante atenção ainda podia ouvir, vindo das colinas mais altas e distantes, o eco fraco de um uivo solitário. O uivo daquele que não escolheu o seu destino, mas aprendeu a carregar o fardo de ser, para sempre, o verdadeiro Sétimo Filho da Noite.

F I M