A Lenda da Floresta AssombradaParte 2 de 5 · 1 min

Wevelly Ster da Silva Tavares

A Lenda da Floresta Assombrada

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CAPÍTULO 2: O SUSSURRO NO VENTO GÉLIDO

189 palavras · 1 min de leitura

Assim que o último raio de sol foi completamente engolido pelas copas das árvores, o barulho do mundo lá fora sumiu de vez. Não havia canto de passarinho, nem estalar de galhos. Apenas um silêncio sepulcral e extremamente denso, que parecia pressionar dolorosamente os tímpanos de Paulo.

A coragem evaporou em segundos, dando lugar a um pavor instintivo. De repente, a temperatura ao seu redor despencou drasticamente. Não era o frio normal do fim de tarde em Uxiteua; era um gélido podre, com cheiro forte de terra molhada e decomposição, que passava pelo tecido da roupa e congelava os ossos.

O vento começou a uivar forte, mas as folhas secas no chão continuavam completamente imóveis. Só o topo das árvores se contorcia lá no alto, como braços longos se inclinando em sua direção. E então, o vento tomou forma de voz. Um sopro áspero e arrastado, que parecia vir de todos os lados e de dentro da sua própria cabeça:

— Pau-lo...

Ele engoliu em seco, o coração batendo na garganta. Tentou dar um passo para trás, mas as raízes ao redor pareciam ter se movido, fechando completamente o caminho.