Wevelly Ster da Silva Tavares
A Lenda da Floresta Assombrada
CAPÍTULO 1: OS BOATOS DE UXITEUA
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Uxiteua era uma vila pequena, cercada por um silêncio sufocante e pelo paredão verde da mata. Todo mundo se conhecia, e todos sabiam da regra de ouro da região: a floresta era maldita.
— Menino, não limpa os olhos na beira daquela mata! — diziam os mais velhos, com as vozes trêmulas na penumbra das portas. — A fioresta não é feita só de árvores comuns. Ela tem vontade própria. E ela não quer ninguém lá dentro.
Paulo ouvia tudo, mas sentia aquela arrogância típica dos seus 16 anos. Superstição de gente antiga, pensava ele com desdém. Naquele dia, quando um grupo decidiu cortar caminho pelo emaranhado de árvores, ele viu a oportunidade perfeita de provar sua coragem. Olhou para os amigos que iam em bando e sentiu um impulso bizarro:
— Eu vou sozinho pela trilha velha! — exclamou desafiador.
Ele deu o primeiro passo firme para dentro da escuridão dos galhos. Mal sabia o jovem que a floresta não apenas ouvia, ela pacientemente esperava.