Izabeli do Nascimento Bastos
O Assobio do Ramal Teolga
Capítulo I - O RAMAL
150 palavras · 1 min de leitura
Muitas histórias de terror contadas pelos mais antigos passam de geração em geração. Minha avó sempre me contou sobre os mistérios que rondam a região e ela jura, de pé junto, que por aqui muita gente evita passar pelo ramal que fica logo depois do nosso bairro assim que a noite cai.
Durante o dia, o lugar é pura alegria: as famílias vão para lá rir, conversar e tomar banho nas piscinas naturais. O sol brilha na água e tudo parece perfeito.
Mas, depois que o sol se põe, o cenário muda completamente. O ramal fica em um breu total, deserto, cercado por uma mata fechada e pelas cercas de arame farpado de uma antiga fazenda. O silêncio que se instala é tão pesado que o menor barulho de uma folha caindo parece um trovão. Os antigos dizem que a mata tem dono, e que a noite pertence a ele.