Jose Eduardo Lima Costa
O Assobio da Matinta
09
Epílogo
103 palavras · 1 min de leitura
Ninguém dormiu mais naquela noite. Ficamos os quatro sentados no chão frio, encostados na porta, esperando o céu clarear.
Desde então, algo mudou em mim. Meu corpo aprendeu antes da minha cabeça. Até hoje, quando o sol se põe, minha garganta trava. Nunca mais assobiei depois das seis da tarde. E toda vez que o vento bate na janela e faz um som parecido com fiu... por um segundo meu coração para.
Porque lá no fundo, eu ainda espero ouvir um assobio respondendo do mato. Mais perto. Como se ela tivesse me marcado naquela noite e estivesse só esperando eu chamar de novo.