A Lenda do Chupa-CabraParte 3 de 6 · 1 min

Natália Sousa Varjão

A Lenda do Chupa-Cabra

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CAPÍTULO II

140 palavras · 1 min de leitura

SINAIS DE SANGUE

A partir desse horário combinado pelo medo, os moradores começavam a ouvir barulhos estranhos vindo dos quintais e gritos humanos completamente aterrorizantes ecoando pela vizinhança. Os cachorros latiam desesperadamente, numa sinfonia de puro pavor.

Ao amanhecer, as pessoas percebiam com horror que alguns de seus animais de estimação e criação haviam sumido sem deixar qualquer explicação lógica. O mistério se aprofundava a cada noite de lua cheia.

Além do sumiço repentino, quem saía muito cedo para trabalhar deparava-se com marcas vívidas de sangue espalhadas pela rua, que na época não era asfaltada, mas sim feita de terra de piçarra.

O chão de terra batida ficava coberto de sangue fresco e o fedor que subia era completamente insuportável. Isso assustava severamente a população, pois o fenômeno não se limitava mais àquela rua, espalhando-se rapidamente por outras localizações vizinhas.