Vitória Lorrany Lopes de Sousa
A Casa no Fim da Rua
Parte 4: O Segredo e a Herança do Medo
174 palavras · 1 min de leitura
Foi quando ouvi um estrondo vindo do quintal. Meu pai levantou assustado e acendeu a luz da casa. Na mesma hora, o assobio cessou. A sombra desapareceu. Os passos foram embora.
Corri até a janela. A rua estava vazia. Mas havia algo no chão. Uma única latinha amassada. Bem embaixo da minha janela
No dia seguinte, passei pela casa da mulher. Ela estava sentada na porta. Pela primeira vez, ela sorriu para mim. Um sorriso estranho. Como se soubesse exatamente o que tinha acontecido naquela noite. E ao lado dela, sobre o chão, estava o mesmo saco preto. Mexendo sozinho. Como se houvesse alguma coisa viva lá dentro.
Desde aquele dia, nunca mais ouvi o assobio. Mas até hoje, quando volto à minha antiga rua, a casa continua lá.
A árvore continua cobrindo o telhado. As tralhas continuam empilhadas ao lado.
E, às vezes, durante as madrugadas mais silenciosas... Alguns moradores juram ouvir um assobio distante vindo do fim da rua.
Fiiiiii...
Fiiiiii...
Fiiiiii...
E dizem que quem segue o som nunca mais volta.